Who Are You Writing For? Para quem escreves no teu blog?

 

Olá Rainhas.

 

Li este post  que merece ser partilhado e lido por todos. O post original está em inglês e eu escrevi apenas um pequeno sumário, com palavras minhas e dela, apenas para te dar uma ideia do que escreve.  A maior parte dos blogues já tem um “tradutor”. Portanto, sem desculpas, lê.

 

Eu ainda sou nova no mundo dos blogues, mas também reparei no fenómeno dos novos bloggers. O que ela diz, e eu concordo, são uma série de “gostos” seguidos dos teus posts e depois logo de imediato, o “SEGUIR.” (também reparei e não gosto, porque demonstra que não é genuíno)

Ela diz ainda que dúvida (eu também) de que as pessoas tenham super-poderes, capazes de ler super rápido.  Será que lêem rápido ou o fazem na esperança de ser reciproco?

Será que escrever um blog é afinal só para acumular “gostos” e seguidores independentemente se há conexão ou não com outros bloggers?

Ter oportunidade de escrever um blog é para mim uma forma de expressão, a minha forma de expressão. O meu blogue tem um propósito. Quem  realmente lê os meu posts já percebeu isso.

Se fazes um “like” eu quero acreditar que o que eu escrevi realmente fez algum impacto, que tenham gostado do que leram e sim ser merecedora de um “gosto”.

Todos queremos ser reconhecidos e ouvidos. Também queremos acreditar que pertencemos e que nos preocupamos com os outros.

Reflecte o que realmente significa ter um blog para ti…

 

 

We all want validation and to be heard. We also all need to belong and care for others. Take a moment to pause, and notice if it is your ego-mind that is running the show here in WordPress or an expression of your authentic self.

And now consider your life…

A long-time blogger offers advice to more recent arrivals on the scene.

via Who Are You Writing For? Blogger Val Boyko Looks Beyond the “Like” Button — Discover

Beijinhos  🙂

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Som de Cabo Verde,”Nha Terra Nha Cretcheu”

Músico, autor e compositor cabo-verdiano, Jon Luz é um criativo fazedor de sons, que se reinventa e reinterpreta a cada actuação. Como instrumentista ou compositor, já acompanhou e colaborou com grandes nomes da música, sobretudo cabo-verdiana e portuguesa, como Tito Paris, Sara Tavares, Vitorino, António Zambujo, entre muitos outros. Na carreira em nome próprio que […]

via Jon Luz leva o Carnaval de “Soncent” ao B.Leza [QUI, 23 FEV 2017] — »«»« Lisboa Africana »«»«

Líder da libertação.

Amílcar Cabral foi o líder da libertação de Cabo Verde e Guiné Bissau, assassinado a 20 de Janeiro de 1973 antes de ver a independência das (ex) colónias africanas de Portugal. Agrónomo, revolucionário anti-fascista, guerrilheiro e panafricanista, Amílcar Cabral marcou a História pelo seu papel central na luta pela auto-determinação dos povos de Cabo Verde […]

via Amílcar hoje — Escreve Eliana, Escreve

Eu conheço as minhas raízes. Conheces as tuas?

Com  atitudes  justificadas com o ” 500 anos calados” vejo  jovens revoltados com o mundo de comportamentos pouco graciosos e pouco dignos dos nossos antepassados, dos que viveram em primeira mão os sofrimentos, os castigos, os maus tratos, os que lutaram da melhor maneira que sabiam para que as futuras gerações (nós) pudessem gozar da liberdade, da expressão, de um mundo sem opressão.

Não basta só dizer que és de Cabo Verde ou descendente de cabo-verdianos e falar crioulo quando te convém…. o que é Cabo Verde para ti?  Reconhecerias o hino se o ouvisses? O que é ser africana  e descendente de africanos para ti? O que é ser africana e luso africana em Portugal? Porque razão achas que não pertences aqui?

bandeiras

Os cabo-verdianos são descendentes de antigos africanos (livres e escravos) e de europeus de várias origens, na sua maioria portugueses mas também italianos, franceses e espanhóis entre outros povos europeus. Há também cabo-verdianos que têm antepassados judaicos vindos do Norte África principalmente nas ilhas de Boavista, Santiago e Santo Antão. Grande parte dos cabo-verdianos emigrou para o estrangeiro, principalmente para os Estados Unidos, Portugal e França, de modo que há mais cabo-verdianos a residir no estrangeiro que no próprio país.

Sabias que 57% dos genes dos cabo-verdianos são de origem africana e 43% têm origem europeia, o que faz do arquipélago uma das populações que representam mais mistura na Terra. Especial não é? 🙂

Respondi a uma pergunta que me foi feita à pouco tempo: ” Tu és mestiça?”. Sim, sou. Respondi que mestiça são pessoas que descendem de duas ou mais raças diferentes, possuindo características de cada uma das raças de que descendem.

Eu sou uma mulher negra  de descendência africana com orgulho. Eu sei, conheço e respeito as minhas raízes. Sou filha de  emigrantes cabo-verdianos, de gente trabalhadora e muito lutadora.   Na minha família sou a primeira geração de cabo-verdianos a nascer em Portugal, o que faz de mim luso africana como tantas gerações neste país. Infelizmente vai sempre haver algum estigma em relação à nossa cor. Para mim são pessoas de mente pequena que têm medo daquilo que não conhecem e, por isso, cabe a nós tentar mudar essa imagem negativa que muitos tem de nós.

Para mim Cabo verde ainda é um país estranho porque nunca fui (com muita pena minha, mas cuja viagem está planeada) e nem por isso faz de mim menos africana. A minha mãe admira a minha paixão por um país que nem conheço. Apenas posso escrever com convicção sobre as minhas raízes porque me foram ensinadas com paixão e muito orgulho e não esqueço que continuo a aprender sobre o país das minhas origens.

Em todos os seus aspectos, a cultura de Cabo Verde caracteriza-se por uma mistura de elementos europeus e africanos. Adoro o nosso artesanato que tem grande importância na cultura cabo-verdiana  e que foi, e ainda é, o único meio de subsistência para algumas famílias incluindo a minha. Na cozinha da minha mãe aprendi a fazer a cachupa e a sua história.  Aprendi desde jovem  a literatura cabo-verdiana  que é uma das mais ricas da África lusófona.

Foi a ler pequenos poemas e contos do Sérgio Frusoni que aprendi a escrever crioulo (Criol d’ Soncente), Eugénio Tavares na sua maneira única de escrever  sobre as alegrias e tragédias de Cabo verde, Baltasar Lopes da Silva com uma das suas obras o Dialecto Crioulo de Cabo Verde  que para mim foi uma das obras de melhores referências para a língua crioula Na música há géneros musicais próprios, morna, funána, coladeira e batuque. Foi com o sucesso internacional de Cesária Évora ( Rainha dos pés descalços) que Cabo Verde ficou mais conhecido mas sem tirar o merecido mérito da voz inconfundível do Bana que foi guarda-costas do B.Leza, o grande senhor das mornas.

Poderia ficar aqui horas a escrever sobre as maravilhas de Cabo Verde e de Portugal, mas fica para outro post. 😉  Fala-me das tuas raízes, do que tens orgulho.

 

Fui escrava e fui colono.

Eu sou África e sou Portugal.

 

Beijinhos Rainhas

 

 

Pequenos passos

“Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome […]

via Mude — Os 30 e Eu

Mensagem de Natal

Olá minhas rainhas Africanas.

Como está a ser a vossa semana? Ainda nas últimas correrias?

Com a aproximação do Natal anda tudo mais nervoso e stressado que o habitual e muitas das vezes, tudo o resto à nossa volta, passa despercebido ou é ignorado. Na altura das festas muitos de nós (cidadãos comuns), tornamo-nos mais generosos que o habitual mas infelizmente muitos ainda são os mesmos egoístas e indiferentes de sempre para com o próximo. A indiferença que é típico de alguém que pensa somente em si é algo que eu abomino. É importante não esquecer que muitos não vão ter o Natal com todos os confortos que nós fomos abençoados em ter. Eu sei que não consigo mudar  mundo mas posso fazer pequenos gestos que irão fazer diferença no mundo de alguém.

Um pequeno gesto de solidariedade para com o próximo principalmente nestas alturas vai um longo caminho é o mínimo que devemos fazer para os que menos tem e não me refiro a dar aquela última moeda que tens na tua carteira mas sim fazer alguma coisa que realmente faça a diferença a alguém.

As mesas dos Africanos, são umas das mesas mais cheias nesta altura das festas. Se sabes de alguém com necessidades na tua rua ou no teu bairro, algum vizinho ou vizinhos idosos que estejam sozinhos este Natal, passa por casa deles e leva alguns miminhos da tua mesa e um sorriso e garanto que vais te sentir especial. Não te esqueças daqueles que estão na rua, também eles merecem a nossa atenção.

Banco alimentarassociação sorriso solidário entre outras, são algumas das associações  onde podes deixar outra ou mais uma ajuda.

Rainha é a mulher que, por determinadas características, se consegue destacar das outras num determinado contexto. Ser Rainha também é ser protectora, solidaria e justa.

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Lembrem-se que o Natal é de todos e para todos.

Desejo que este Natal seja repleto de amor, alegria, compreensão, solidariedade, fraternidade e saúde junto de todos que mais amam.

Feliz Natal e boas festas.

Beijinhos