Sem ti, a BANTUMEN deixará de existir

A BANTUMEN está a celebrar seis anos de vida. Seis anos a criar uma estrutura que sirva de escudo para uma comunidade que está agora a aprender a ter amor próprio e a acreditar em todo o esplendor da sua potencialidade. Este projeto é fruto da veia empreendedora de Eddie Pipocas e Vanessa Sanches, aliado […]

Sem ti, a BANTUMEN deixará de existir

Reconhecer-se negra é ato de resistência — Me empresta seu óculos?

Olá minhas rainhas😊

Partilho com vocês este texto, que encontrei numa pesquisa de blogues.

Gostei muito do que li. Gostei pela sua simplicidade, pelas palavras directas e porque eu pude relacionar-me com o que esta jornalista escreveu. Seguramente se o lerem vão saber do que eu estou para aqui a escrever.

O que acharam do texto?

Eu gostaria de saber a vossa opinião.

Beijinhos e boa leitura.

 

Ser negra nos dias de hoje talvez seja um pouco menos difícil do que foi para minha mãe,avó, bisavó e outras ancestrais negras. Mas, isso não elimina o racismo presente nos diasatuais. Levei quase 22 anos para me reconhecer negra, entender as batalhas enfrentadaspor conta da cor da pele e perceber que independentemente do que […]

via Reconhecer-se negra é ato de resistência — Me empresta seu óculos?

Sou mais além da minha cor

Olá Rainhas !

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Gosto de pensar que para o mundo, a definição de mulher Africana, seja mais do que a sua cor. Da minha herança africana, recebi os meus cabelos, as linhas do meu corpo, os meus lábios carnudos, a cor dos meus olhos e a tonalidade da minha pele.

Aprendi valores com gerações antigas e a ser humilde e partilhar. Da minha herança africana aprendi a dar voz à minha luta e dar vida ás línguas antigas. Da minha herança africana, aprendi a ser forte, independente e destemida.

A cor da minha pele é mais do o que um reflexo meu no espelho.  A minha pele é a metáfora que define como sou vista e como me vejo a mim própria.

Vivo numa sociedade que ainda me reduz a um ideal da mulher negra, socialmente aceite, em que o negro é bonito, mas mais claro é mais bonito e mais “gostável”.

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As pedras mais bonitas são as de cores escuras. Onix, Opal e Obsidiana. A sua beleza é incomparável.

Eu, sou mais do que os estereótipos criados por aqueles que não compreendem a minha cultura ou não fazem parte dela e que com isso falham em me compreender.

Escreve-se mais sobre África e africanos que qualquer outra etnia no mundo. No entanto somos os menos compreendidos. Os Europeus não somente colonizaram África e maior parte do mundo, como  também colonizaram a informação sobre os africanos.

A cor da minha pele tem história, mas cada tonalidade tem a sua. 

A cor da minha pele pode ser a minha vulnerabilidade mas também é a minha defesa e a minha celebração.

Eu sou muito mais, para além da minha cor.

Nós somos mais, para além da nossa cor.

Beijos rainhas!