A importância do pequeno almoço, Parte 2: as crianças

Olá rainhas.

Hoje quero partilhar com vocês algo que me incomoda profundamente. A má alimentação dada pelos pais a muitas crianças.

Eu cresci com a minha mãe sempre enfiada na cozinha a preparar comida caseira para mim e para os meus irmãos. Lembro-me dela fazer bolos, bolachas, scones e iogurtes, papas que depois adicionava fruta, pão, doces, tartes salgadas, muesli, granola,  salsichas frescas e muito mais. Isso sempre me fascinou. E que alegria era estar naquela cozinha cozinhar e aprender com ela. Naquela altura, o tempo também era curto para ela, isto porque tinha dois trabalhos, mas arranjava sempre maneira para nos preparar comida caseira e o mais saudavel possível. Posso-vos dizer que a vida nessa altura era um pouco difícil e que o dinheiro era muito apertado. A minha mãe tinha 18 anos, tinha duas filhas e estava sozinha, então foi sempre muito criativa na cozinha. Hoje, adulta, preocupo-me, por causa dela com o que como porque recebi essa mensagem desde pequena. Perceber de onde vem a comida e como era feita antes de chegar ao nosso prato e conseguir recria-la em casa.

Eu não tenho filhos mas tenho 6 sobrinhos. Dos meus 8 irmãos e irmãs (não são todos da minha mãe). Eu sou, infelizmente a única que tem uma maneira diferente de ver a comida e a única que optou por uma vida e alimentação saudável e equilibrada. Quando tenho o prazer de ter os meus sobrinhos comigo, dou sempre o meu melhor em educá-los sobre a importância de uma boa alimentação. Estes ensinamentos são para os acompanhar para o resto das sua vidas, esperando que optem por este caminho saudavel.

Comigo eles já sabem que não comem cereais industrializados, bolachas (uma vez por outra cedo à pressão🤦‍♀️) ou pizzas compradas nos supermercados, entre outras coisas (não, não sou a tia aborrecida). Claro que expliquei tudo muito bem e da maneira mais simples para perceberem o porquê desta minha decisão. A razão maior de todas: o açúcar e os imensos ingredientes e aditivos nefastos que são muito maus para a saúde.

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Por incrível que pareça eles foram sempre muito receptivos. Nunca foi nada forçado, e hoje em dia são eles que pedem para fazer as bolachas, os bolos, a “nutella”, as pizzas, as panquecas e até os gelados de apenas 2 ou 3 ingredientes. Quando me acompanham ao supermercado não pedem nada, apenas querem saber do que eu vamos precisar para fazer algo que gostam.  Eu faço questão de tornar os fins de semana comigo sempre divertidos e nada aborrecidos. Eles também são os meus bebés e eu quero o melhor para eles. A minha mensagem para os meus sobrinhos é para tentarem fazer sempre as escolhas mais acertadas no que toca a alimentação, para assim evitarem problemas de saúde no futuro.

“É de pequenino que se torce o pepino” já dizia a minha mãe.  Nós, os adultos somos o exemplo deles. É um dever dar os melhores exemplos, essa é para mim a melhor maneira de proteger os vossos filhos e no meu caso sobrinhos.

A comunidade africana é das que mais mal se alimenta em Portugal. Basta ir aos food courts dos centros comerciais para se aperceber disso. Os africanos são os que menos se aventuram em outros tipo de restaurantes além dos fast foods. Não vão a restaurantes por acharem que são caros e optam pelo fast food por ser mais barato, mesmo que seja a pior hipótese de todas para a saúde.

O que te deves perguntar é: porque é que é tão barato?

O maior desafio de todos foi sem duvida os pequenos-almoços. Queriam comer cereais à frente da televisão ou enquanto jogavam playstation. Queriam copos de leite com pacotes de bolachas, e faziam birras porque não queriam comer fruta de manhã. Queriam iogurtes de fruta (supermercado) com cereais (chocapic) misturados, leite com chocolate e com açúcar, sumos de laranja de pacote, cereais dentro do pão com doce… meu Deus, não fazem ideia. Um lista infindável de más escolhas. Mas lá consegui. Tive que literalmente reajustar o paladar deles, da maneira mais carinhosa possível. E até conseguir isso, ainda houve muitas caretas e muitas birras.

Acredito que as crianças devem começar bem o dia com um pequeno almoço bom, equilibrado e saudavel e adaptada ás necessidades delas.

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Dicas úteis para incentivar um bom pequeno almoço e criar hábitos alimentares saudáveis 

O que  podem fazer se os vossos filhos não quiserem comer de manhã? Lembrem-se de que novos hábitos nunca acontecem da noite para o dia, (eu que o diga) portanto, não desistam se isso for difícil.

  • Faz do pequeno-almoço parte da vossa rotina matinal – se só fizerem isso uma vez por outra, então não vai parecer importante e não vão levar a sério.
  • Faz do pequeno-almoço  uma maneira divertida de começar o dia e não uma obrigação.
  • Acorda de manhã mais cedo (pelo menos 15 minutos antes) para que tenhas tempo de preparar um bom pequeno almoço para o teu filho. Se eles já tiverem uma certa idade, eles que te ajudem na preparação.
  • Evita distracções – NÃO há televisão nem telemóveis! 
  • Cria o hábito de comerem à mesa todos juntos. Aqui é uma oportunidade de saber sobre o dia deles, de conversarem e fortalecerem os laços familiares.
  • Algumas crianças podem precisar de algum tempo entre se levantar e tomar o pequeno-almoço. Não as apressem directamente para a mesa. Na verdade, pode ser mais relaxante para eles se forem tomar o banho, vestirem-se e organizarem-se, para depois sentarem-se e aproveitarem a refeição.
  • Incentivem-nos a comer algo pequeno – o importante é comer algo nesse momento, talvez uma peça de fruta favorita. Uma vez estabelecida a rotina, é mais fácil aumentar o alcance ou o volume dos alimentos ingeridos.
  • Se o teu filho só come uma pequena quantidade de comida de manhã,  escolhe uma comida satisfatória (como um sandes pequena, uma mistura de iogurte natural com frutas,…)
  • Se é uma luta para que o teu filho coma antes da escola, experimenta um batido de frutas ou considera dar-lhes algo para comer no caminho para a escola, como um sandes extra ou uma barra de cereais caseira e uma peça de fruta.
  • Faz do pequeno-almoço um momento divertido e não uma obrigação. A probabilidade de comerem com mais gosto é mais forte.
  • Envolve-os na preparação do pequeno-almoço e em experimentar novos alimentos de maneiras diferentes e criativas.

Dica útil: Desencoraja o teu filho a tomar o pequeno-almoço à frente da televisão. Isso também pode ajudar a acelerar tuas rotinas matinais!

Pequeno-almoço não precisa de levar horas para preparar. Aqui estão algumas sugestões saudáveis, rápidas, deliciosas e divertidas para o pequeno almoço do teu filho. Por que não tentar:

  • Cereais integrais como por exemplo, flocos de aveia, muesli, farelo de trigo, flocos de trigo integral, arroz tufado integral etc. 
  • Torrada Integral ou de cereais com manteiga de amendoim e banana ou queijo fresco e morangos.
  • Iogurte natural com frutas frescas 
  • Papas de aveia com fruta
  • Pudim de tapioca com banana ou outra fruta
  • Batidos de frutas com leite (ou opção de leite vegetal) banana e morango é um dos favoritos
  • Sandes de pão integral tostado com queijo e tomate ou banana e mel. Uma delícia!
  • Muffins, bolinhos ou bagels integrais. Caseiros, claro!
  • Nos dias que tens mais tempo, como as folgas, panquecas e waffles com frutas e mel.
  • Purés de fruta para os mais pequenos: maça cozida e banana; banana e laranja; Pera, pêssego e maça;
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Dica: Tenta limitar ou cortar por completo os sumos de frutas de pacote, porque não contém fruta e estão carregados de açúcar. Os sumos feitos em casa podes diluir com um pouco de água ou em vez disso, optar por comer a fruta por causa da fibra! 

Eu sei que, com a correria do dia a dia o conveniente é mais prático e a alimentação acaba por ficar em segundo plano, mas na minha opinião dar comida de conveniência, pré feita e processada (como cereais,  bolachas, papas, purés de frutas, comida de bebe, etc) comidas essas que estão carregadas de açúcar, entre outras coisas, logo pela manhã ás crianças, quando uma mãe o pode fazer em casa, é bárbaro.  Sim, eles dizem que tem adição de vitaminas, cálcio, ferro, que ajuda no crescimento do bebé ou da criança… mas não acham que se o fizerem o resultado é o mesmo? Para não dizer que vão poupar muito mais.  A minha mãe sempre  fez os purés de fruta para bebé e eu ainda hoje faço porque adoro comer com iogurte e os meus sobrinhos também. Pesquisem e informem-se. Acreditem que fica muito mais barato se o fizerem em casa e claro é muito mais saudável para os vossos filhos. Eu também já comi Cerelac e Néstum, e devorei pacotes inteiros de bolachas quando era pequena mas foi tão poucas vezes que mal me lembro.

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Se possível, define um dia que exige que todos os membros da família tenham o pequeno-almoço todos juntos pelo menos uma vez por semana, de preferência aos Domingos. Faz disso uma regra fundamental pelo menos uma vez por semana. Lembra-te de que os teus filhos tentam imitar-te e se perceberem que tu não tomas o pequeno-almoço, é provável que eles sigam teu comportamento. Talvez seja necessário dar um exemplo para mostrar que o pequeno-almoço pode ser uma boa ideia, tanto para vocês quanto para a vossa família. Vocês também podem e devem incentivar os vossos filhos a comerem de manhã, pedindo-lhes para vos ajudar a planear um menu semanal de pequenos almoços pedindo-lhes ajuda na preparação e a pôr a mesa para o curso matinal de uma refeição nutritiva.

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As crianças são o nosso futuro e o nosso bem mais precioso.

Beijinhos mamãs África

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Papas de Aveia: o pequeno-almoço nutricional.

Bom dia rainhas

 

Está oficialmente aberta a época das papas😉 Nesta altura do ano, gosto especialmente das papas de aveia! Aveia é muito versátil. Consegues fazer inúmeras receitas, só precisas de imaginação.  Vão do mais simples ao mais elaborado e todas nos confortam o corpo e a alma em época de frio! Hoje vou deixar-vos aqui dois exemplos de papas de aveia (o meu hidrato de carbono complexo mais interessante do ponto de vista nutricional). Gosto de comer papas de aveia, preferencialmente com fruta fresca, sementes ou frutos secos.

Para quem não sabe, a aveia é um dos alimentos mais aconselhados pelos nutricionistas. Bastam 3 colheres de sopa de aveia por dia (pequeno-almoço é o ideal) para controlar o colesterol e manter as taxas de açúcar no sangue dentro dos valores normais. Entre os seus benefícios destacam-se:

  • O bom funcionamento intestinal;
  • É uma excelente fonte de energia;
  • Ajuda na perda de peso, porque sacia durante mais tempo;
  • Diminui a absorção de gordura e açúcar;
  • Ajuda a reforçar o sistema imunológico e a combater infecções;
  • Combate a depressão por possuir magnésio e vitaminas do complexo B.

Por isso, experimentem esta receita simples de preparar e adaptem-na ao vosso gosto! A criatividade não tem limites! Um pacote de 500g custa menos de 1 euro e em algumas lojas até 1.19€. Como podes ver é um pequeno almoço, nutritivo, saudável, barato e que te vai render muito. O teu bolso agradece.

Ingredientes (para uma tigela):

— Três colheres de sopa de flocos de aveia;
— 180 a 200 mililitros de leite de amêndoa (opcional) ou água; A quantidade de leite ou água vai depender se queres mais grosso ou não;
— Uma colher de sobremesa de mel e um pau de canela

 

Preparação:

Leva ao lume um tacho com leite da tua escolha. Junta os flocos de aveia integral, o mel e a canela. Deixe ferver até cozer a aveia. Quando começar a ficar sem leite, desliga e serve para uma taça. Agora podes juntar manteiga de amendoim, frutos secos, sementes, fruta fresca, canela, maça, banana, cenoura ralada com passas ou bagas goji (o meu favorito) o que tu quiseres.

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Bom pequeno almoço rainhas😘

PS: Algumas fotos já foram publicadas no meu Instagram.

Porquê que as mulheres africanas usam tissagem se não cuidam dela?

 

Olá rainhas.

Antes de mais peço desculpa pela frontalidade do post, mas não peço desculpa por dizer a verdade.

Cabelo na comunidade negra é um tópico complicado e volátil. Historicamente, cabelos lisos e encaracolados ou ondulados são vistos como mais socialmente aceitáveis em relação ao cabelo crespo, isto porque é visto como mais próximo do cabelos dos brancos. A verdade tem as suas raízes na escravatura. Durante a escravatura, pessoas negras de pele mais clara e cabelo encaracolado eram mais propensas a serem escravas domésticas, enquanto pessoas negras de pele mais escura e cabelo crespo (carapinha) faziam os trabalhos mais pesados nos campos. Na África estilos excêntricos de cabelo entre as tribos eram uma fonte de orgulho mas os senhores de escravos faziam-os sentir envergonhados com a aparência deles, e nem se referiam ao cabelo deles como cabelo e sim como lã. Esta era uma maneira de fazerem sentir os escravos como seres inferiores.

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No entanto, a resposta a esta pergunta não é tão simples como “por causa do padrão europeu de beleza”. Quero dizer, sim, parte da razão pela qual as mulheres negras usam tissagem (nota que eu não disse “cabelo falso” – se tu comprares, é teu) é porque cabelo preto natural é visto como inadequado, desarrumado, selvagem, indisciplinado e socialmente inaceitável. Mas acho que é apenas parte da história. Embora tissagens, postiços, etc, sejam convenientes,  porque é que as mulheres negras querem os seus cabelos mais longos e lisos?

Em parte porque a nossa sociedade diz que o cabelo comprido e liso é lindo. Somos constantemente bombardeadas com publicidade e vídeos musicais com mulheres negras a favorecerem mais os postiços em vez de valorizar o próprio cabelo.  … mas também em parte porque elas cresceram a admirar e a desejar quando o que deveriam ter aprendido com os pais era amar e aceitar o cabelo que tem.  E eu continuo a não conseguir perceber este fascínio.

No entanto  não acho que as mulheres negras  querem “parecer brancas”, mesmo as mulheres negras que usam permanentes. As mulheres negras fazem essas coisas porque, como disse uma amiga minha, o nosso cabelo consome muito tempo. Eu discordo com as suas estimativas de tempo. Tempo é relativo. A quantidade de tempo gasto com cabelo natural pode variar de acordo com a pessoa, o tipo de cabelo e o estilo de cabelo. Tranças são simplesmente convenientes, assim como desfrisar o cabelo.

Nós todas temos um tipo de cabelo que desafia a gravidade. Para mim é uma maneira bonita de dizer que a natureza nos fez a todas rainhas porque todas temos uma coroa😉

Eu nunca fui muito a favor de usar postiços mas no entanto houve uma fase nos meus vinte e poucos anos em que usei tranças postiças. Na verdade eu desgosto de postiços, tissagem, perucas o que quiserem chamar. Mas o que realmente me deixa indignada é as mulheres africanas deixarem a mesma tissagem durante 2, 3 e 4 meses seguidos,(e ás vezes mais tempo) e muitas delas só lavarem o cabelo 1 vez por mês e nem se lembram que têm um cabelo por de trás da tissagem que necessita de atenção! A sério não façam isso, é doloroso ver isso todos os dias, não há uma que acerta. Nada!

O que me revolta nesta situação toda é que a maioria não quer cuidar por ser chato e inconveniente de o fazer, (o cabelo natural) mas estão dispostas a gastar dinheiro para por cabelo postiço que não cuidam ou não sabem cuidar. Basta sair de casa para olhar com descrença as cabeças. Não é bonito e as pessoas comentam isso, eu comento isso. Nota-se.

 

Se vais usar tissagem tens que a cuidar. Ponto final. Se não consegues dar a atenção ou gastar o dinheiro que é preciso gastar então fica pelo o teu cabelo natural e aprende a cuidar do teu. A Internet está cheia de informação de como cuidar do cabelo. Do nosso cabelo.

 

Um cabelo mal tratado dá sempre origem a comentários negativos desnecessários, já somos criticadas e mal vistas por tanta coisa. Porquê então permitir que o continuem a fazer.  Fico ‘revoltada’ com a aplicação de algumas tissagens que vejo e a maneira como são tratadas. Não sou nenhuma expert na matéria mas conheço alguns métodos de aplicação de tissagem: cola, costura (sew-in), elástico (fio-a-fio) e ganchos (clip-in). Penso que o método mais comum de aplicação aqui em Portugal em mulheres africanas é por costura. Pelo menos é os que eu mais vejo em pessoas conhecidas. Para mim por postiços  é como estar na prisão. Tu estás enjaulada. O teu cabelo governa-te.

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É muito triste escrever isto mas é raríssimo ver uma cabeleira africana com tissagem cuidada. Nem todas podem manter viagens para o salão e largar 200€ e 300€ cada 4 a 5 semanas, mas o problema é que muitas primas vão por na mesma essas tissagens de  fantasia sabendo muito bem elas que não podem substituí-los dentro do período de tempo que é necessário. O resultado? A infeliz prima sentada à tua frente no metro ou autocarro com a cabeça cheia de cabelo emaranhado que mais parece um ninho seco e um leve cheiro de mofo. Ande está o vosso brio?

É verdade que cuidar de cabelo natural requer tempo e muita paciência mas no final vale muito mais a pena e é muito mais motivo de orgulho. O cabelo das mulheres africanas varia muito, vai do mais crespo (mais conhecido como carapinha) aos canudos largos, cacheados e soltos. Todos tem o seu método para cuidar. Aceita-o e cuida do teu cabelo. O nosso cabelo é a nossa coroa. Se está com um bad hair day, eis a tua oportunidade de usar panos africanos na cabeça.

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Educação é necessária no cuidado do cabelo africano. Há uma percepção de que o cabelo natural é cabelo desleixado. Um pouco de educação precisa ser feito aqui. Eu sei que o cabelo natural pode parecer arrumado também. Basta quereres.

 Regras de ouro antes de colocares tissagem

Segue à risca as regras de ouro antes de colocares tissagens.

1. Considera o teu estilo de vida. Se trabalhas numa cozinha onde suas o dia todo e possivelmente usas uma touca, se recebes um ordenado baixo já sabes de antemão que não vais poder manter um bom aspecto o teu novo cabelo. É preferível não usares. As mulheres que entram nos videoclips têm dinheiro para manter esse estilo de vida. Tu tens?

2. Compra a correspondência de cores correta. Estar fora da cor, até mesmo por uma sombra, é logo um indicador de que estás usar cabelo postiço. A maneira mais precisa é combinar a cor com as pontas dos teus cabelos, não as raízes, e usar a cor que é mais predominante no teu cabelo natural.

3. Ostenta a qualidadeExtensões sintéticas são as mais acessíveis, sim, mas enrolam-se facilmente e são muito brilhantes, o que faz com que pareçam naturalmente anti-naturais. O cabelo não-virgem significa que foi processado – ou tingido ou tratado para mudar sua textura e também não é o ideal, já que está mais danificado. Procura extensões de qualidade que sejam o mais próximos do teu cabelo verdadeiro, dentro da mesma textura, o que não vais encontrar com as opções mais baratas. O objectivo é que não pareça estares a usar cabelo postiço. Não é verdade? Quando sais à rua, ninguém deveria ser capaz de dizer que estás a usar tissagem.

4. Faz o trabalho de manutenção. Assim como o teu cabelo natural, as tissagens ou extensões,  precisam de uma lavagem regular e de constante retoque ou tratamento.

5. Saber quando é altura de as tirar. Quando as pessoas dizem que as extensões danificam o cabelo, isso é porque  realmente o danifica, especialmente se não for feito por um profissional ou porque elas não foram removidas profissionalmente.  Tens que as manter dentro dos prazos.  Não podes usar extensões que foram feitas para seis semanas e usá-las por três meses a fio sem retocar. Outra maneira de evitar danos no couro cabeludo e fragilizar o cabelo é ter certeza de que elas não são muito pesadas porque podem levar à quebra do teu cabelo e à Alopeceia por tracção .

Tens que ter cuidado com isso, porque se o postiço pesar demais no teu cabelo, eventualmente o teu cabelo vai cair. Tissagem nunca deve cair, e não devem causar dor também. Não deves sentir que tens na cabeça mas se o sentires, volta para o salão para ter certeza de que eles estão no lugar certo. 

Se vais optar por experimentar uma tissagem ou queres continuar a usar, então certifica-te de que estás preparada para lidar com os custos e a manutenção associados . Só uses tissagem se conseguires dizer a ti própria “Eu sinto-me confiante com ou sem tissagem!”. Não uses tissagem porque tens vergonha do teu cabelo ou não te apetece lidar com o teu cabelo. As mulheres não se devem sentir feias quando estão sem tissagem, isso não deve acontecer! Se acontecer é porque não estás a tratar devidamente do teu cabelo! 

É importante que permaneças com a tissagem no máximo 1 mês. Extensões, postiços, tissagem de cabelo, podem ser super fabulosas… mas tens que fazer a tua parte! Se não o fizeres, as ruas vão notar, querida. As ruas vão notar😒

NOTA: Tissagem  feita pela amiga da zona não quer dizer que seja profissional, mesmo que ela já tenha feito 1000 vezes. Nós todas temos a tendência de ser demasiado tolerantes  e confiarmos demais  nosso cabelo às pessoas que conhecemos. Amigos amigos, negócios à parte. Independentemente da tua escolha, cuida melhor do cabelo, que como as mãos, também é um cartão de visita.

Beijinhos rainhas❤

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A importância do pequeno-almoço, Parte:1

 

Olá minhas rainhas,

 

Já não postava aqui no blog, para vocês há dois meses. Agosto e Setembro foram um bocado doidos o que tornou difícil de me sentar e escrever-vos. Mas já cá estou😉

Hoje quero falar-vos da importância do pequeno-almoço, mas não quero deixar de salientar que não sou uma nutricionista qualificada. Sou no entanto muito entusiasta no que diz respeito à alimentação, à saúde e bem estar. Faço muita pesquisa, vejo inúmeros documentários, questiono, leio muito e vejo os resultados em primeira mão, no meu corpo e na minha saúde.

A minha ideia é querer despertar o bichinho,(leiam o meu post de Julho sobre a alimentação) suscitar curiosidade e vontade em vocês para quererem optar por uma vida mais saudável e não há nada melhor que começar logo pela manhã. O pequeno almoço do Mcdonald’s não conta.  É impressionante o que presencio pela manhã a caminho do trabalho. As pessoas dizem que não têm tempo de preparar e de tomar o pequeno-almoço em casa, mas perdem imenso tempo em filas de pastelarias e no Mcdonald’s. Sério!!!??

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Vou postar sobre a alimentação com mais frequência porque é muito importante para mim e acredito que deveria ser importante para todos. Por isso quero transmitir e partilhar com vocês este meu lado nutricionista😊

Nutrir de maneira correcta o nosso corpo deve ser uma prioridade nossa porque sem saúde não temos nada.  Não ter saúde significa muitas idas ao médico, idas ao hospitais e gastos desnecessários em medicamentos caríssimos.  Tudo isto na minha opinião pode e deve ser evitado.

A nutrição é um tema muito difícil de pesquisar porque existem muitas variáveis, que são ainda mais agravadas por diferenças individuais nos humanos. No meu entendimento actual e pelas minhas pesquisas parece haver mais benefícios em tomar o pequeno-almoço do que não, mas isso não significa necessariamente que não seja saudável saltar o pequeno almoço, desde que as exigências nutricionais sejam correspondidas em outras horas do dia e ao longo do mesmo.  Mas na realidade a grande maioria das pessoas que salta o pequeno-almoço, não cumpre as exigências nutricionais para um bom funcionamento do organismo e caem no padrão social de comer no trabalho, gastam mais dinheiro em comer fora, comem refeições maiores, estão sempre a petiscar, consomem mais álcool e comem mais comida de plástico e muita fast food. 

Quase tudo o que comemos é convertido pelo nosso corpo em glicose, que fornece a energia que o nosso cérebro precisa para ficar alerta. Quando estamos com pouca glicose, temos dificuldade em permanecer focados e a nossa atenção se desvia. Isso explica por que é difícil se concentrar com o estômago vazio.

Quando comes o teu pequeno-almoço, estás a dizer ao teu corpo que há muitas calorias para o dia que se segue. Quando saltas esta refeição a mensagem que o teu corpo está a receber é que ele precisa de conservar em vez de queimar as calorias recebidas. É um mecanismo de defesa que o nosso corpo tem. Provavelmente, o benefício mais atraente é que o pequeno-almoço impulsiona o teu metabolismo e, assim, ajuda a queimar mais calorias ao longo do dia.

4 Boas razões para tomares o pequeno-almoço:

  1. Repõe energia e nutrientes como vitaminas e minerais
  2. Aumenta o desempenho físico e intelectual
  3. Estimula hábitos alimentares saudáveis
  4. Ajuda na boa manutenção de um peso saudável

Comer um bom e saudável pequeno almoço, não precisa de ser complicado. Requer no entanto alguma criatividade, vontade, organização e uma boa gestão de tempo. Este deve ser completo e equilibrado, ajustado às tuas necessidades e sempre que possível variado.

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Idealmente deve ser constituído por:

  • Pão escuro ou de cereais, cereais integrais ricos em fibra (aveia, derivados de aveia, trigo, cevada…) que vão fornecer energia de forma sustentada ao longo da manhã. Os integrais têm maior quantidade de vitaminas e fibras, que actuam no bom funcionamento do intestino. Evita comer cereais industrializados. Menos saudáveis do que pretendem fazer crer, os cereais contêm açúcar em excesso. Lê os ingredientes.
  • Um lacticínio como iogurte natural, sem frutas ou cereais adicionados, porque contém muito açúcar. Kefir é uma boa opção e é rico em proteínas que vai contribuir para que te sintas saciada ao longo do dia.
  • Se como eu não bebes leite de origem animal, tens boas opções vegetais como o leite de arroz, aveia, coco e de amêndoa, este ultimo é uma boa fonte de vitamina B12.
  • Uma ou duas peças de fruta, fonte de energia, vitaminas, minerais e fibra, elas favorecem o bom funcionamento dos intestinos. Eu como sempre fruta ao pequeno almoço.
  • Uma fonte de gorduras saudáveis (nozes, sementes de girassol…). Que vão fornecer-te gorduras essenciais e vitaminas e vão ajudar a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e deixar-te sem fome toda a manhã.

É fundamental criar este hábito matinal.

Já tomaram o pequeno-almoço hoje?😉

 

 

 

 

 

O legado da comida Africana.

Olá minhas Rainhas,

 

África é o berço maravilhoso de milhares de tribos, etnias e grupos sociais. No que diz respeito a um prato unicamente típico africano, não existe. Uma coisa é certa; todos os africanos tem o hábito de misturar tudo dentro de uma panela.😊 A diversidade deste bonito e complexo continente, reflecte-se na cozinha africana que foi fortemente influenciada pelos colonos europeus que ali passaram, pelo o comércio de escravos e pelos alimentos indígenas, no uso de ingredientes básicos assim como na preparação e técnicas culinárias.

Tive a oportunidade de provar alguns pratos autênticos africanos e não foram poucos. Nomeadamente de Angola por parte da família do meu irmão e enquanto estive em Inglaterra, Londres, onde vivi mais de metade da minha vida, foram os pratos típicos do Gana, Serra Leoa, Etiópia, Eritreia, Egipto, Marrocos, Nigéria, África do Sul, Ilha das Canárias e claro Cabo verde, terra dos meus pais e dos meus antepassados. Em Inglaterra, principalmente na capital, há uma diversidade de nacionalidades enorme nomeadamente as que mencionei em cima. Com o  passar dos anos o meu leque de amizades foi alargando e com isso surgiram sempre oportunidades de ser convidada para jantares das famílias de amigos (africano tem família grande) e com isso também a oportunidade de conhecer culturas e costumes africanos diferentes além dos meus.

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Eu comi pratos confeccionados de maneiras inesperadas, cheias de sabor, cheiros maravilhosos, sempre coloridos, muitas vezes picantes e todos eles cheios de histórias e bonitas tradições que infelizmente estão a ser substitutas pela industria do fast-food ou comida de plástico como eu gosto de chamar😒

Aproveito para partilhar convosco alguns nomes dos pratos que comi e repeti várias vezes durante muito tempo. Uma coisa é certa, todo o africano adora uma mesa farta. O dom de partilhar e do convívio está no nosso sangue.

 

De um casal amigo sul-africano, Zerina e Xeloni eram as pies (nome em inglês) tipo uma mistura de rissóis sem o pão ralado e pastel de massa tenra, com recheios variados. O petisco de eleição dos sul-africanos, com o piripiri que é original de Portugal e fácil de encontrar em qualquer casa de Sul africanos (era a minha alegria porque adoro picante).  Amizades de Marrocos fizeram-me uma apaixonada por cuzcuz. Do Gana o maravilhoso Fufu que é feito a partir da mandioca e do inhame e que faz lembrar muito o prato angolano, o funge de mandioca. As injeras da Somália ou da Etiópia, que são muito parecidas a panquecas muito fofinhas com vários recheios diferentes e que se come com as mãos. A África ocidental e central foi onde sofreu menos influencia europeia. Aqui a cozinha de algumas regiões continua próxima dos ingredientes e técnicas tradicionais. O arroz jollof  da Nigéria ou outra região do oeste africano é um prato de arroz com tomate e pasta de tomate com muitas especiarias (que os africanos gostam de usar  e tem uma grande influência dos Árabes) que se come com peixe, carne, como a galinha ou como eu, só o arroz com mais molho de tomate em cima.  Lembro-me de ver o meu amigo Eddie a cozinhar sempre com polpa de tomate, sem falhas.  Os pratos angolanos como a muamba de galinha ou a cachupa de cabo-verde são mais conhecidos e provavelmente muitas de vocês já o comeram. Da Guiné a mancarra com óleo de palma ou moqueca de peixe.  Não vou escrever sobre doces, porque a lista ia ser interminável. Já fui mais, mas ainda sou muito gulosa e não podia deixar de mencionar um doce que tenho muitas saudades de comer ou melhor, devorar. Shuku Shuku são bolinhas de leite coco e caramelo...que delícia.

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Estes tenho a receita e costumo fazer em casa😁

Enfim, são muitos os pratos que comi mas confesso que não me recordo de todos os nomes, no entanto se tiverem à minha frente rapidamente os reconheceria. Quanto à comida de cabo-verde, ao longo da minha vida já experimentei de tudo, graças à minha avó e à minha mãe,  sorte a minha. Claro está que não gosto de tudo, mas experimentei.  O melhor para mim é sem dúvida, cachupa refogada com ovo estrelado e uma caneca de café acabado de fazer 😉 Neste momento a escrever este post, estou a comer bolachas de cabo verde com uma caneca de café com leite 🙂 Sem comentários 😉

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Deixo-vos também algumas referências de restaurantes africanos em Lisboa que conheci, para irem experimentar.  Jantar fora, não é só Rodízios, Sushi, McDonald´s, comida portuguesa, Hardrock Cafe, entre outros. A culinária africana é tão diversificada quanto o próprio continente. É um autêntico mundo de sabores e experiências gastronómicas uns mais exóticos que outros.

  1. Casa da Morna e Semba é considerado um dos mais conceituados restaurantes de comida africana em Lisboa.
  2. Restaurante São Cristóvão é um restaurante simples tipo tasquinha,  comida caseira e com musica ao vivo.
  3. Mesa Kreol é um restaurante pequeno, sabores cabo-verdianos com preços razoáveis em plena baixa. Serviço atencioso e musica ao vivo.
  4. Roda Viva é um restaurante moçambicano pequeno mas muito acolhedor, preços acessíveis e óptima comida.
  5. Estrela Morena vale a pena comer aqui.
  6. A Cartuxinha espaço acolhedor, bom serviço e comida autêntica de S.Tomé.
  7. Casa de Angola é um restaurante especializado em gastronomia angolana, em ambiente cultural.
  8. Restaurante Anastacia é um espaço elegante, com uma selecção de musica muito boa e com pratos muito bons.  A equipa é cinco estrelas.

Os restaurantes a cima mencionados estão dentro dos que eu já visitei e dentro das nacionalidades que Portugal mais tem, principalmente de Cabo-verde, Angola, Moçambique e São Tomé.  Neste momento ando de olho em dois restaurantes que quero ir experimentar com o meu marido. Um é comida marroquina e o outro etíope 😉

No entanto não quero deixar de escrever que alguns restaurantes são mais simples que outros, umas coisas menos boas ou melhores que outros mas, todos foram de uma certa forma uma boa experiência e gostaria muito de saber a vossa opinião caso decidam experimentar.

Entre muitas coisas que nos definem como africanos a comida é o que nos enche o coração, a alma, que nos faz reviver memórias vezes sem conta e que faz parte da nossa herança.

Beijinhos rainhas e panelas ao lume 😉

 

 

 

Quarenta e um Verões!

Olá minhas Rainhas!

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Hoje faço 41 anos! Meu Deus! Acreditem quando vos digo que não sinto essa idade, apenas as suas responsabilidades;-)

Escrevo isto com um sorriso quase malandro estampado na minha cara enquanto recordo de raspão o meu passado. Parece cliché mas a verdade é que  um bom bocado da minha vida (e de muita gente) aconteceu num piscar de olhos… tempo perdido, enublado, algum dele desperdiçado, por vezes mal aproveitado e tantas vezes mal interpretado. Os meus dias foram muitas vezes adiados para o amanhã e o “amanhã” transformou-se em dias, meses e finalmente anos. Não seria verdadeira se não dissesse que não tenho nenhum arrependimento. Claro que tenho. Gostaria de ter dado mais atenção à minha pessoa, de me ter posto em primeiro lugar… enfim. Com os meus erros aprendi a questionar tudo e mais alguma coisa e posso dizer que foi por causa deles que me consegui proteger e me preparar para as muitas armadilhas que encontrei e irei encontrar por esta vida fora.

Com isto quero apenas dizer que não me sinto velha de maneira alguma, e sei que continuo em aprendizagem porque a vida ainda tem muito para me dar e amostrar e aos 41 anos de idade posso dizer que aprendi a apreciar e a valorizar a vida muito melhor. Quero estar de bem com a vida em todos os seus aspectos porque acredito que o melhor ainda está para acontecer.

Beijinhos e até ao próximo post

 

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“Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio”

 

Olá minhas rainhas 🙂

 

O título por si só faz muito sentido. Foi escrito pelo o que muitos consideram ser o “pai da medicina ocidental”  e grande filósofo grego, Hipócrates.

Hipócrates sabia que a alimentação correcta, tinha um papel muito importante na saúde e bem estar dum indivíduo.

 

É na alimentação que vamos buscar os nutrientes necessários para o bom funcionamento do nosso organismo. Muitos males podem ser evitados, simplesmente optando para uma alimentação mais correcta e mais viva.

Eu considero que o meu corpo é o meu templo e um templo é sagrado, tem que ser estimado e cuidado. Não foi tarefa fácil eu fazer o “desmame” das comidas que me acompanharam toda a minha vida.  Falo das bolachas, os cereais,  as gomas, os chocolates, as batatas fritas, os doritos, os queijos, o chouriço, o fiambre,  Macdonald´s, KFC, Pizza Hut, pizzas congeladas, comidas pré feitas e congeladas, os iogurtes, a  mayonese, enfim, muita coisa. Muita coisa mesmo.

A má alimentação infelizmente começa muito cedo na infância. É na infância que somos bombardeados constantemente com publicidade enganosa. Empresas gastam fortunas em publicidade e com celebridades, de modo a dar credibilidade aos seus produtos, para comida não saudável para crianças.  Um bom e recorrente exemplo, é a publicidade direccionada aos mais pequenos, nos intervalos dos desenhos animados da manhã. São os mesmos que estão estampados nas caixas dos cereais, oferta de bonecas e bonecos com refeições do McDonalds  ou chocolates da Kinder com oferta de mais bonecos. A lista é infindável.

As crianças e adultos nas zonas mais empobrecidas da cidade, estão 5 vezes mais expostas e consomem mais  fast food e take aways que os da classe média- alta. Considero um erro pensarem que comer saudável é mais caro, porque não é.  Não é tão conveniente apenas porque perde-se mais tempo  na preparação. Isso é verdade.

Como os maus hábitos alimentares se adquirem depressa, além das comidas enlatadas e processadas em Portugal, a fast-food,  veio substituir sorrateiramente a alimentação saudável pela qual Portugal é conhecido. A dieta mediterrânica. A dieta mediterrânica baseia-se no consumo de alimentos naturais e frescos como o peixe e marisco, leguminosas secas (feijão, grão, favas), pão de mistura, hortaliças, tubérculos, frutas e por fim, o azeite em quantidades moderadas. A favor da dieta, o consumo de carne vermelha era muito menor.

É imprescindível dar bons exemplos e ensinar ás crianças a comer mais saudável. Informá-los desde cedo, de onde a comida vem e como é preparada antes de chegar aos pratos. Sei que é difícil num mundo sobrecarregado de  informação visual juntamente com a correria do dia a dia e a falta de tempo. O excesso de peso e a obesidade, deixou de ser só uma coisa dos Estados Unidos. Ela está aqui e é uma realidade. Olha à tua volta.

O exercício também é fundamental.  É necessário uma boa dose de força de vontade, encontrar um equilíbrio fazendo o que gostas e uma boa gestão do teu tempo. Isso já é meio caminho andado.

Porém com tanta informação disponível e ao alcance de todos em pleno 2018, as pessoas continuam a comer o que aos poucos lhes está a matar. O veneno da comida processada e industrializada carregadas com o pior veneno de todos. O açúcar!

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Porque é que deves evitar comer comida processada

 

  • Comida processada está ligada a muitas doenças: doenças cardiovasculares, alérgicas, degenerativas crónicas (como o cancro), obesidade, entre outras.
  • Comida processada contem muito açúcar: ao longo dos anos tem-se tornado mais evidente que o açúcar está presente e em quantidades astronómicas, em toda a comida processada. Com isso estamos mais expostos a mais doenças. Reduz o consumo do açúcar na tua alimentação e quando digo açúcar digo adoçantes artificiais também.
  • Comidas processadas contém demasiada gordura (a que faz mal): gorduras saudáveis dos frutos secos, sementes e abacates, são óptimos para o teu corpo, mas comidas processadas contém gorduras refinadas transgénicas. Gorduras transgénicas estão interligadas com doenças de coração, colesterol alto e diabetes.
  • Comidas processadas tornam-te depressiva e tiram-te a concentração: toda essa gordura, açúcar e sal, estão a tornar o teu corpo muito infeliz. Cura o teu corpo com comida viva e verdadeira...
  • Comida processada contém corantes, aditivos e ingredientes artificiais
  • Comida processada tem pouca ou nenhuma fibra
  • Comida processada é viciante e dá vontade de comer mais comida processada
  • Comida processada esta carregada de OGM: organismos geneticamente modificados como o milho, soja, canola, semente de algodão (óleo) são quase sempre encontrados nas comidas industrializadas. OGM contribui para um impacto negativo na nossa saúde.
  • Comida processada tem baixo valor nutricional
  • Comida processada faz mal à tua pele e ao teu hálito
  • Comida processada é mais cara. Faz as contas

 

Não vou dizer que é fácil porque não é. Tens de reajustar o teu paladar e reaprender a comer e a cozinhar. Mas vale a pena. Deves ao teu corpo, deves á tua boa saúde que pelo menos tentes. Gosto da ideia de chegar á velhice com boa saude.  Eu deixei de comer carne, derivados de animal e qualquer tipo de comida processada e industrializada.  Posso dizer-vos que passo mais tempo na cozinha mas é uma sensação maravilhosa saber o que estou a comer.

Não sou licenciada em nutrição e bem estar mas leio muito e pesquiso muito e posso garantir-vos que iram notar diferenças no vosso bem estar em geral. Diferenças sãs e positivas. Isso irá ser a vossa motivação e determinação para tomarem as decisões mais acertadas com benefícios a longo prazo.

O meu desafio para vocês rainhas. Cuidar do vosso templo. Melhorem a vossa alimentação. Tomem a decisão de ser saudável. Pensem no futuro a longo prazo.

descasque-mais

 

Beijos rainhas.