“Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio”

 

Olá minhas rainhas 🙂

 

O título por si só faz muito sentido. Foi escrito pelo o que muitos consideram ser o “pai da medicina ocidental”  e grande filósofo grego, Hipócrates.

Hipócrates sabia que a alimentação correcta, tinha um papel muito importante na saúde e bem estar dum indivíduo.

 

É na alimentação que vamos buscar os nutrientes necessários para o bom funcionamento do nosso organismo. Muitos males podem ser evitados, simplesmente optando para uma alimentação mais correcta e mais viva.

Eu considero que o meu corpo é o meu templo e um templo é sagrado, tem que ser estimado e cuidado. Não foi tarefa fácil eu fazer o “desmame” das comidas que me acompanharam toda a minha vida.  Falo das bolachas, os cereais,  as gomas, os chocolates, as batatas fritas, os doritos, os queijos, o chouriço, o fiambre,  Macdonald´s, KFC, Pizza Hut, pizzas congeladas, comidas pré feitas e congeladas, os iogurtes, a  mayonese, enfim, muita coisa. Muita coisa mesmo.

A má alimentação infelizmente começa muito cedo na infância. É na infância que somos bombardeados constantemente com publicidade enganosa. Empresas gastam fortunas em publicidade e com celebridades, de modo a dar credibilidade aos seus produtos, para comida não saudável para crianças.  Um bom e recorrente exemplo, é a publicidade direccionada aos mais pequenos, nos intervalos dos desenhos animados da manhã. São os mesmos que estão estampados nas caixas dos cereais, oferta de bonecas e bonecos com refeições do McDonalds  ou chocolates da Kinder com oferta de mais bonecos. A lista é infindável.

As crianças e adultos nas zonas mais empobrecidas da cidade, estão 5 vezes mais expostas e consomem mais  fast food e take aways que os da classe média- alta. Considero um erro pensarem que comer saudável é mais caro, porque não é.  Não é tão conveniente apenas porque perde-se mais tempo  na preparação. Isso é verdade.

Como os maus hábitos alimentares se adquirem depressa, além das comidas enlatadas e processadas em Portugal, a fast-food,  veio substituir sorrateiramente a alimentação saudável pela qual Portugal é conhecido. A dieta mediterrânica. A dieta mediterrânica baseia-se no consumo de alimentos naturais e frescos como o peixe e marisco, leguminosas secas (feijão, grão, favas), pão de mistura, hortaliças, tubérculos, frutas e por fim, o azeite em quantidades moderadas. A favor da dieta, o consumo de carne vermelha era muito menor.

É imprescindível dar bons exemplos e ensinar ás crianças a comer mais saudável. Informá-los desde cedo, de onde a comida vem e como é preparada antes de chegar aos pratos. Sei que é difícil num mundo sobrecarregado de  informação visual juntamente com a correria do dia a dia e a falta de tempo. O excesso de peso e a obesidade, deixou de ser só uma coisa dos Estados Unidos. Ela está aqui e é uma realidade. Olha à tua volta.

O exercício também é fundamental.  É necessário uma boa dose de força de vontade, encontrar um equilíbrio fazendo o que gostas e uma boa gestão do teu tempo. Isso já é meio caminho andado.

Porém com tanta informação disponível e ao alcance de todos em pleno 2018, as pessoas continuam a comer o que aos poucos lhes está a matar. O veneno da comida processada e industrializada carregadas com o pior veneno de todos. O açúcar!

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Porque é que deves evitar comer comida processada

 

  • Comida processada está ligada a muitas doenças: doenças cardiovasculares, alérgicas, degenerativas crónicas (como o cancro), obesidade, entre outras.
  • Comida processada contem muito açúcar: ao longo dos anos tem-se tornado mais evidente que o açúcar está presente e em quantidades astronómicas, em toda a comida processada. Com isso estamos mais expostos a mais doenças. Reduz o consumo do açúcar na tua alimentação e quando digo açúcar digo adoçantes artificiais também.
  • Comidas processadas contém demasiada gordura (a que faz mal): gorduras saudáveis dos frutos secos, sementes e abacates, são óptimos para o teu corpo, mas comidas processadas contém gorduras refinadas transgénicas. Gorduras transgénicas estão interligadas com doenças de coração, colesterol alto e diabetes.
  • Comidas processadas tornam-te depressiva e tiram-te a concentração: toda essa gordura, açúcar e sal, estão a tornar o teu corpo muito infeliz. Cura o teu corpo com comida viva e verdadeira...
  • Comida processada contém corantes, aditivos e ingredientes artificiais
  • Comida processada tem pouca ou nenhuma fibra
  • Comida processada é viciante e dá vontade de comer mais comida processada
  • Comida processada esta carregada de OGM: organismos geneticamente modificados como o milho, soja, canola, semente de algodão (óleo) são quase sempre encontrados nas comidas industrializadas. OGM contribui para um impacto negativo na nossa saúde.
  • Comida processada tem baixo valor nutricional
  • Comida processada faz mal à tua pele e ao teu hálito
  • Comida processada é mais cara. Faz as contas

 

Não vou dizer que é fácil porque não é. Tens de reajustar o teu paladar e reaprender a comer e a cozinhar. Mas vale a pena. Deves ao teu corpo, deves á tua boa saúde que pelo menos tentes. Gosto da ideia de chegar á velhice com boa saude.  Eu deixei de comer carne, derivados de animal e qualquer tipo de comida processada e industrializada.  Posso dizer-vos que passo mais tempo na cozinha mas é uma sensação maravilhosa saber o que estou a comer.

Não sou licenciada em nutrição e bem estar mas leio muito e pesquiso muito e posso garantir-vos que iram notar diferenças no vosso bem estar em geral. Diferenças sãs e positivas. Isso irá ser a vossa motivação e determinação para tomarem as decisões mais acertadas com benefícios a longo prazo.

O meu desafio para vocês rainhas. Cuidar do vosso templo. Melhorem a vossa alimentação. Tomem a decisão de ser saudável. Pensem no futuro a longo prazo.

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Beijos rainhas.


 

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Todos aplaudem a capa da National Geographic, mas o conteúdo da revista é ainda mais forte — VIVIMETALIUN

A National Geographic acaba de lançar uma chocante campanha chamada “Planeta ou Plástico?”, que mostra as terríveis consequências do nosso vício em plástico. Um dos objetivos da revista é provocar mudanças na forma em que os consumidores usam o plástico e incentivá-los a cobrar que as empresas mudem a forma de embalar certos produtos. A […]

via Todos aplaudem a capa da National Geographic, mas o conteúdo da revista é ainda mais forte — VIVIMETALIUN

Cuidados a ter com a pele negra no Verão

Olá rainhas!

Não adoram estes dias de sol sensacionais? 🙂

As vantagens de ter pele negra, são maravilhosas 😉 Por causa da quantidade elevada de melanina, que serve como um filtro solar, a nossa pele é mais resistente ao Sol.  Quanto mais escura, menos probabilidades de lesões na pele. Mesmo  assim não estamos imunes a possíveis estragos na nossa pele. Os riscos são menores mas existem. Sofre também menos com o chamado  foto-envelhecimento (envelhecimento da pele, por exposição excessiva ao sol).

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1-  O uso de um protector solar é fundamental nesta altura, porque a pele tem predisposição à hiperpigmentação.  Como a quantidade de melanina é maior na pele negra  ela precisa ser mais protegida que as outras, para não pigmentar demais.  A recomendação é de, no mínimo, um factor de protecção solar 15, que protege contra a degeneração do DNA das células e deve ser usado diariamente.

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2- Eu não dispenso o óleo bronzeador  mas vou alternado com uma loção de protecção baixa, SPF 6 (em baixo)  No entanto só ponho o óleo bronzeador das 9 horas da manhã até ao meio dia. Para não “fritar” ao sol.  Depois uso a loção ou creme com  protecção solar 15 (em cima) ou SPF 30. Se ficar na praia o dia todo vou alterando e  só volto a por óleo bronzeador depois das 16 horas. Todo o cuidado é pouco.

 

3- No rosto evita usar óleo bronzeador mas sim usar um creme próprio para rosto e com protecção solar no mínimo SPF 30. A pele do rosto é muito mais sensível que o resto do corpo. Tem que ser bem protegida.  A pele escura costuma ser oleosa, mas isso não é regra. Pessoas negras também podem ter pele normal, mista e até mesmo seca. A mulher negra tem a pele mais oleosa nas zonas do rosto, clavícula, peito e ombros. Por esta altura do ano,  torna-se muito mais oleosa e em certas mulheres, a produção de óleo é excessiva. Com isso vem o acne e prurido na pele. É preciso limpar o rosto duas vezes ao dia, preferencialmente com sabonetes líquidos, para evitar a formação de cravos e espinhas. Sempre que podes, limpa e tonifica estas zonas. Anda com toalhitas na mala. Evita usar produtos com base de óleo para não agravar o problema.

 

4- Nos braços e pernas, a nossa pele fica ressequida e acinzentada tanto no clima frio como em clima seco. Deves esfoliar os braços e as pernas (o corpo) pelo menos duas vezes por semana. Após o teu duche, usa sempre um bom hidratante ou creme gordo para melhorar o aspecto áspero e ás vezes escamoso. Devido às suas características únicas, a pele negra deve ter atenção específica.

Em baixo, as minhas escolhas de eleição, ano após ano.  Deixam a pele hidratada, cheirosa e com um aspecto acetinado, principalmente o da Nivea que ajuda a realçar o bronzeado.

 

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Protege o que mais tens de bonito. A tua pele.

Beijinhos! 🙂

 

Somos África e somos Portugal! Não somos nenhum incómodo!

Olá minhas rainhas. Já passou algum tempo, eu sei. Infelizmente foi inevitável.

Mas estou aqui agora! 🙂

Um dia destes, enquanto estava no metro, a caminho do Colombo, ouvi um grupo de jovens africanos, mais propriamente de Cabo- Verde,  a comentarem que não se sentiam parte de Portugal, mesmo tendo nascido cá. Diziam-no após uma troca de palavras com um senhor Português, que lhes disse, aquela famosa frase que muitos já ouviram. ” Vai para a tua terra” . A sério??! Como podem ainda certos Portugueses, acharem que somos um incómodo para a sociedade?

 

 

 

 

Eu só incomodo os fracos....

 

Com tanta história em comum, como podem pensar que não pertencemos?! Para mal ou bem, ambos influenciaram ambas as nações.

África e Portugal partilham um historial, com mais de 500 anos.  Com aspectos bons, maus e muitos deles esquecidos, intencionalmente ou não. As antigas colónias, permanecem literalmente no sangue Português.  Existe sangue africano na linhagem de grandes nomes Portugueses.  Só que poucos gostam do o mencionar como se fosse algo vergonhoso e pouco digno (Isto fica para outro Post) 

Aqui fica um pouco de historia para ti.  A maior afluência de emigrantes africanos, foi na década dos anos 70. São ainda hoje pouco reconhecidos e convenientemente pouco mencionados que foram os africanos, a grande mão de obra responsável  por muita coisa construída por este Portugal fora.  Para os milhares de africanos e descendentes de africanos (como eu) era suposto que esta “história em comum” nos proporcionasse uma melhor aceitação e melhor acolhimento na sociedade portuguesa.

Talvez seja por isso, entre muitas outras coisas, que os jovens africanos se sentem deslocados e não se identificam com os Portugueses, apesar da maioria (tal como eu) ter nascido em Portugal ou viver em Portugal há muitos anos.  São poucos os africanos que se revêm na sociedade Portuguesa.

A imagem que o  português tem em geral  do africano aqui em Portugal, continua a ser infelizmente associada a marginalidade, pouco ou nada civilizados e com pouco sucesso escolar. São maioria das vezes, ridicularizados e tratados  na maior parte das vezes, com muita indiferença entre os demais.  Profissionalmente são sempre reduzidos à construção civil, a profissões pouco qualificadas e em maioria das vezes, a trabalhos de e em grande precariedade, sem  esquecer a mão de obra barata.

Apesar de uma longa história em comum, continuam a ser raros os africanos que se destacam  e ascendem a posições com alguma relevância.

Sim, há muitos bairros problemáticos, mas os bairros estão como estão porque no passado se mostraram sempre indiferentes perante o crescimento acelerado de barracas de imigrantes. Fosse qual fosse a nacionalidade. Agora são um incómodo.

A resolução deste problema, foi continuamente adiada e com isso foi crescendo de tal forma que tornou-se incontrolável, e agora “são um incómodo”. Grande parte da culpa advém dos que nos ignoraram no princípio da década de 70. As políticas de realojamento foram e continuam a revelar-se um completo desastre descabido. Infelizmente não somos a única comunidade nesta situação aqui em Portugal. Situação que ainda hoje se mantém.

Por estas e muitas outras razões, não te sintas um incómodo, pois não deves nada a ninguém.

África faz parte de Portugal quer queiram quer não.

O que os outros pensam não é problema teu! Tu deves a ti e aos teus antepassados, libertar-te dessas correntes invisíveis colocadas pela sociedade e consequentemente por ti próprio.

 

 

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Eu, sou sangue de escravos e sangue Português.

Eu sou África e sou Portugal.

Eu não sou nenhum incómodo!

 

Beijinhos 🙂

 

Futilidades femininas: Maquilhagem, nunca é demais!

Olá rainhas!

Muitas lojas estão novamente com saldos, e relembro que  são a melhor altura para reforçares o teu stock de maquilhagem. Eu confesso que estou sempre a reforçar o meu stock 😉 Não resisto.  Fiz compras maravilhosas de maquilhagem na Sephora INGLOT e NYX . São das minhas futilidade femininas preferidas 😉 E enquanto não tiver uma cor dourada decente, que o Sol de Verão nos proporciona, vou usando maquilhagem, mas sempre com moderação.

Alguns produtos são novos, porque quero experimentar ou complementar com os que já tenho (bases de tonalidades e coberturas diferentes) e outros foi apenas para repor o que está a terminar. Aqui ficam as ultimas “comprinhas”.

Adoro sombras e não tenho medo de experimentar novas cores e com brilhos. Estou doida com esta palete da Naked 3 da  URBAN DECAY. Comprei também uma palete de cores mate da KIKO.

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Batons porque nesta altura do ano é para mim (tirando à noite) a melhor altura para se usar, principalmente os de cores fortes.  O liplgloss só com brilho, prefiro usar agora na Primavera e no Verão. Nesta altura opto por usar lipgloss com alguma cor.

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Rímel, quantos mais melhor e com finalidades diferentes 😉

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Comprei mais estas duas bases além da Inglot (primeira fotografia) porque mais uma vez gosto de experimentar marcas diferentes e tentar perceber qual é a melhor para a minha pele e que assenta melhor com a minha cor. Por vezes uma pequena mistura de duas bases de cores diferentes, consegues a tua cor perfeita.

Primer, (base para a maquilhagem que alisa a pele, minimizando os poros) voltei a comprar da marca Benefict (em baixo) e da LORÉAL MAGIC BLUR . Outro primer iluminador que quero muito experimetar, da Loréal Magic Lumi Light Infusing Primer que li maravilhas. É mais em conta e é muito parecido com o primer  STROBE CREAM da MAC . Da Benefit também comprei um lápis  iluminador HIGH BROW para o arco da sobrancelha. Ajuda a realçar o teu olhar.

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Pincéis novos da KIKO, NYX e da WELLS  a marca REAL TECHECNICS

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Umas pestanas postiças para realçar aquele olhar 😉

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Spray fixante de maquilhagem da URBAN DECAY e o da KIKO.  Dois preços diferentes e ambos excelentes e os meus dois favoritos. Foram os que melhor se adaptaram a minha pele.

Os fixadores de maquilhagem são os teus melhores aliados, se vais passar por exemplo o dia todo fora de casa ou para garantir que a tua make up dura numa saída á noite, toda a noite 😉

A formula com álcool próprio para a maquilhagem, evapora instantaneamente permitindo assim uma fixação forte e duradoura e sem alterar a maquilhagem. É imperceptível e não cola. É uma boa compra. Se tens pele oleosa ajuda bastante.

Nunca tive uma má reacção a este produto.  É dermatologicamente testado e formulado para garantir o mínimo de reacções alérgicas.

A da Urban Decay é mais húmida, como se estivesses a borrifar o rosto e demora mais tempo a secar.  Atenção se puseste delineador nos olhos porque pode borrar. Não borrifes a zona dos olhos demasiado 🙂

O fixador da KIKO, é quase como uma laca e evapora muito rápido. Adoro 🙂

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Boas compras e beijinhos 🙂

 

 

 

 

Nacionalidade para quem nasce em território português! — LIT-QI

Nacionalidade para quem nasce em território português, independentemente da origem e status dos país

via Nacionalidade para quem nasce em território português! — LIT-QI

Pedido de inclusão – Carta aberta à revista Máxima.

 

Cara revista Máxima,

Sou uma fan incondicional, como tantas outras, da vossa revista…

Por essa razão escrevo-vos esta carta aberta pois estou muito indignada e tenho a certeza que não sou a única.

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No manifesto escrito por Manuel Dias Coelho, na edição de Setembro de 2017, ele escreveu que nós (as leitoras) “somos uma participação no pulsar desta revista”. Se assim o somos então algumas fieís leitoras estão certamente excluídas.
No seu regresso a casa viu certamente mudanças na cultura Portuguesa. Mudanças estas que têm crescido juntamente com o desenvolvimento da vossa revista.
Essas mudanças devem-se a diversidade cultural em Portugal, nomeadamente à cultura Africana em Portugal, principalmente em Lisboa.
Também nesse manifesto dizia-se “A Máxima conseguiu feitos memoráveis no panorama das revistas femininas nacionais…” Sim foi a primeira revista a publicar na capa uma modelo não caucasiana, no entanto falta (deliberadamente ou não) a vertente da multiculturalidade na revista. Nomeadamente, a Africana.
A minha pergunta é: como é possível ainda não haver uma revista ou um suplemento semanal, dedicado à mulher negra de Portugal?

Não há uma única revista portuguesa para adolescentes e mulheres africanas. Também elas são portuguesas, também elas compram revistas.
No manifesto também se fala da dificuldade que se tinha no passado em obter uma revista estrangeira e o quanto era caro. Pois ainda são! Eu como tantas outras, somos obrigadas a comprar revistas estrangeiras. Faltam referências em Portugal, direccionadas para mulher negra, nomeadamente no que toca às ultimas novidades de produtos para o corpo e rosto (necessidades diferentes), de maquilhagem, de perfumes (os perfumes na pele negra cheiram diferentes), de cabelo (temos vários tipos) e de tendências (os gostos são diferentes).  Somos obrigadas a comprar revistas estrangeiras mas o que queríamos era comprar revistas Portuguesas. Sei que a pesquisa requer tempo e dedicação. Mas não merecemos tal dedicação e empenho?

Uma revista como a Máxima que tem uma posição marcada à frente da concorrência, que se diz visionária e que “conseguiu feitos memoráveis no panorama das revistas femininas nacionais” deveria explorar e abordar mais esta cultura da qual partilhamos mais de 500 anos de história comum.

Tal como muitas leitoras africanas, gastamos o nosso dinheiro (algumas apenas quando podem) nas vossas revistas semanalmente/mensalmente, apenas para auferir de uma pequena parte da informação que tenha alguma relevância para nós. Na minha opinião o vosso departamento criativo e de pesquisa estão a falhar redondamente.

Não era tempo de investir em nós? Procurar escutar as necessidades da mulher negra, pesquisar, experimentar, comparar,escrever sobre o resultado, aconselhar, e publicar.

Público não vai faltar de certeza.

Em nome das Rainhas Africanas de Portugal.

Com os melhores cumprimentos

MC